Passo-a-passo para fazer um telhado verde (com custos)

Fizemos uma reforma sustentável na Casa Modelo e, executamos um telhado verde para cobrir um anexo na construção.  A idéia era aumentar o espaço sem perder área verde.

antes depois

ampliação

Mas antes de falar do passo a passo, vale a pena ressaltar que o telhado verde permite na edificação muitas qualidades, como:

- Facilitar a drenagem do terreno, pois reduz a velocidade do escoamento de água da chuva;

- Fornecer isolamento acústico e térmico, diminuindo a temperatura nos dias quentes e mantendo o calor em dias de frio intenso;

- Propiciar diferencial estético e aumentar a biodiversidade;

- e, uma forma de compensar a área impermeável que foi ocupada no térreo da edificação e até mesmo permitir a criação de área de lazer e de cultivo de ervas rasteiras.

Eis o registro de todo o processo executivo e o passo a passo para construção de um telhado verde com uma planilha de custos.

Passo-a-passo da cobertura verde:

1. Sobre a superfície de cobertura impermeabilizada através de lona ou manta asfáltica, estende-se uma manta geotêxtil mais conhecida como Bidim (que é a marca do fabricante). A manta vai filtrar a água fazendo com que partículas de areia e terra ou raízes não passem pela tubulação de queda da água de chuva;

Estrutura de madeira

Estrutura de madeira

Base de OSB

Base de OSB

Lona impermeabilizante

Lona impermeabilizante

Manta geotêxtil

Manta geotêxtil

2. Sobre esta manta, faz-se uma camada de argila expandida, um substrato leve que vai manter arejado o fundo da cobertura, impedindo o apodrecimento das raízes e facilitando o escoamento da água;

3. Novamente utiliza-se mais uma camada da manta geotêxtil, a qual cobrirá a argila para que a terra não se misture a ela;

Argila expandida

Argila expandida

4. Cobrir uma camada mínima de 10cm de terra preta adubada;

Terra adubada

Terra adubada

5. Posicionar as leivas de grama (neste caso foi utilizada a grama esmeralda);

Grama esmeralda

Grama esmeralda

6. Instalar rufos de fibra ou metálicos para evitar infiltrações.

telhado verde rufo

Rufos metálicos

Custos para executar esta cobertura de 12 metros quadrados já impermeabilizada:

Manta geotêxtil da marca Bidim: R$ 60,00

Argila Expandida: R$ 150,00

Terra adubada: R$ 70,00

Grama: R$ 100,00

Rufo metálico: R$ 250,00

Mão-de-obra: R$ 150,00

Total: R$ 780,00, ou seja, R$ 65,00 por metro quadrado.

Tempo de execução: 2 horas

Tem alguma dúvida? Gostou? Comente!

O que é bioconstrução?

Como o próprio nome diz, a bioconstrução ou bioarquitetura é o planejamento de edifícios voltados para a vida, para o bem estar humano e da natureza. A Bioconstrução considera as interações decorrentes deste encontro entre o ser vivo e espaço construído, e a partir deste conhecimento traça soluções mais saudáveis e ecológicas, faz uso de materiais naturais e menos industrializados, a  fim de evitar componentes tóxicos e prejudiciais à vida. As formas da bioarquitetura são mais soltas e se inspiram na natureza.

A Bioconstrução utiliza os seguintes princípios:

  • Otimização de espaços (menor é melhor);
  • Função múltipla para os elementos construídos ou naturais;
Casa Nautilus, Javier Senosiain e Adobe House, Santa fe, Novo México

Casa Nautilus, Javier Senosiain e Adobe House, Santa Fe, Novo México.

  • Considerar a natureza como modelo;
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Casa Nautilus, projeto de Javier Senosiain.

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Projeto de Michael Reynolds.

Forma orgânica de Peter Vetsch, na Suiça.

Forma orgânica de Peter Vetsch, na Suíça.

  •  Aproveitamento da topografia;
Hotel em Styria, Áustria- Projeto de Friedensreich Hundertwasser.

Hotel em Styria, projeto de Friedensreich Hundertwas, Áustria.

Casa em Ecovila de Kassel, Alemanha. Projetada por Gernot Minke.

Casa em Ecovila de Kassel, projetada por Gernot Minke, Alemanha.

  • Integração com o meio natural e social;
Capela Berlin, construída sobre os escombros da Capela da Reconciliação, edifício público que usa a terra como base da sua arquitetura.

Capela Berlin, construída sobre os escombros da Capela da Reconciliação, edifício público que usa a terra como base da sua arquitetura, em Berlin, Alemanha.

A Escola verde criado pelo casal John e Cynthia Harddy é uma cnstrução feita em bambu e uso de técnicas sustentáveis, Bali- Indonésia.

A Escola verde criada pelo casal John e Cynthia Hardy é uma construção feita em bambu e uso de técnicas sustentáveis, em Bali- Indonésia.

  •  Gerenciamento de água, energia e resíduos através da observação dos ciclos naturais;
  • Emprego de materiais naturais, reciclados, locais e saudáveis;
Edificação construída por Michael Reynolds com utilização de garrafas e materais locais;

Edificação construída por Michael Reynolds com utilização de garrafas e materiais locais.

Parede com garrafas de vidro e adobe;

Parede com garrafas de vidro e adobe, de Michael Reynolds.

Construção  como materiais reciclados;

Construção como materiais reciclados.

  • Utilização dos recursos biológicos e naturais locais (terra, sol, ventos, plantas);

A visão ecológica da construção de edifícios se dá a partir de uma abordagem sistêmica de todas as inter-relações entre os ecossistemas e o ambiente construído; é necessário pensá-los considerando fluxos de matéria e energia, além de considerar as questões sócio-econômicas envolvidas.

Quer aprender a bioconstruir? Nossos parceiros do Morada Natural estão oportunizando o aprendizado e vivência de Bioconstrução através de um curso prático e teórico, mais informações neste link  e no folder abaixo:

Curso Vivência de Bioconstrução, Morada Natural.

Curso Vivência de Bioconstrução, Morada Natural.

 

Como criar um condomínio ecológico?

As ações sustentáveis vêm afetando nossa forma de morar e os condomínios de casas ou edifícios buscam por alternativas para serem mais ecológicos e diminuir gastos com água e energia. Neste post você, morador ou síndico, poderá conhecer algumas formas de criar um condomínio ecológico ou mais sustentável.

Se você já mora num condomínio de casas ou apartamentos, há mudanças de pequena e grande escala que podem ser feitas para adequar o local que você vive e criar uma maior consciência ecológica entre os moradores.

Mudanças de pequena escala:

Criar coletores de resíduos sólidos separados:

O condomínio deve entrar em contato com os diferentes órgãos ou empresas que coletam resíduos e criar compartimentos no edifício. Além do lixo reciclável (metal, plástico, papel e vidro), é possível criar outros compartimentos: óleo de cozinha, pilhas e baterias, lixo eletrônico, roupas e objetos para doação para entidades carentes…

 

Compartimentos de lixo reciclável com cores diferentes para cada tipo de material, facilitando o processo de quem deposita o lixo e de quem o coleta.

Compartimentos de lixo reciclável com cores diferentes para cada tipo de material, facilitando o processo de quem deposita o lixo e de quem o coleta.

Conheça a ecycle, que possui um banco de dados dos postos de coleta de resíduos sólidos em várias cidades do Brasil.

 

Criar uma pequena horta ou pomar:

Sabe aquele canto que o paisagismo está feio e mal cuidado? Pode ser transformado numa horta ou pomar coletivos, em que os moradores ajudam a cuidar, ensinam as crianças e podem usufruir de alimento e temperos orgânicos. Quanto maior melhor, a idéia já foi implantada até em praças públicas na Europa. A horta também pode ter uma composteira para resíduos orgânicos dos moradores. Esta ideia de usar tonéis para criação das áreas deixa a horta com um charme a mais, fonte aqui.

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Substituir as lâmpadas:

Trocar as incandescentes do condomínio por outras de menor consumo e instalar sensores de presença nas áreas comuns: essa atitude pode diminuir em até 60% o consumo de energia do edifício. Veja mais neste post!

 

Mudanças de grande escala:

- Coletar água de chuva no telhado e utilizar para o jardim;

- Cobrir áreas como guaritas, quiosques, edículas, estacionamento com telhados jardins para aumentar área verde;

- Utilizar pavimentos permeáveis, permitindo a passagem de água e ar através de seu material, sendo absorvida pelo solo, tendo um impacto ambiental positivo ao ajudar na prevenção das enchentes, redução das ilhas de calor, recarga dos aqüíferos subterrâneos e manutenção das vazões dos cursos d’água nas épocas de seca;

- Instalar coletores de energia fotovoltaica para gerar energia para iluminação ou elevadores;

- Inserir paisagismo ecológico com uso de espécies nativas e aumento de permabilidade do solo;

- Melhorar o conforto térmico do edifício pela instalação de brises ou esquadrias de vidros especiais.

 

Atitudes ecológicas.

Atitudes ecológicas (Fonte: Rasca)

Os empreendedores também vêm buscando investir em sustentabilidade e a Ecodhome já executou um projeto de condomínio ecológico que ganhou um certificado de sustentabilidade pelo prêmio Holcim, O Condomínio ecoville.

Projeto Ecocondomínio EcoVille - projeto da Ecodhome arquitetura.

Projeto Ecocondomínio EcoVille – projeto da Ecodhome arquitetura.

 

O projeto engloba:

  • Arquitetura bioclimática com máximo aproveitamento de sol e ventos em todas as unidades;
  • Telhados verdes;
  • Uso de materiais de baixo impacto, renováveis ou reciclados;
  • Uso de pavimentação que garante a permeabilidade do solo;
  • Paisagismo ecológico;
  • Aproveitamento de água de chuva;
  • Aquecimento solar da água;
  • Tratamento de efluentes de forma descentralizada e de baixo impacto;
  • Uso de tintas e acabamentos com baixa emissão;
  • Gerenciamento de resíduos.

 

CONHEÇA MAIS SOBRE O PROJETO DO CONDOMÍNIO ECOLÓGICO AQUI!

 

 

 

 

Brise verde

O escritório japonês Hideo Kumaki criou um brise verde muito inteligente e fácil de fazer. Usou telas de proteção fixadas do chão ao teto e plantou trepadeiras que sobem pela tela. O resultado é esse aqui:

Tela com plantio de trepadeiras.

Tela com plantio de trepadeiras.

Este é o resultado depois de alguns meses.

Este é o resultado depois de alguns meses.

O espaço interno é muito agradável.

O espaço interno é muito agradável.

 

O clima fica agradável e protegido do sol.

O clima fica agradável e protegido do sol.

O próprio arquiteto sugere a solução para janelas e varandas existentes que recebem muito sol. Basta colocar algumas floreiras no chão e montar a tela:

Solução caseira para janelas com muito sol.

Solução caseira para janelas com muito sol.

Vamos plantar?

Vamos plantar?

 

 

 

Mini moradias ecológicas

Por que complicar as coisas, se nossa vida pode ser simplificada?

A empresa Canadense Sustain Design Studio é especializada em fazer mini casas sustentáveis, que podem ser até carregadas para outros lugares ou receber mais cômodos caso a família cresça. São módulos de moradia, alguns feitos com conteiners. Os módulos são sustentáveis pois possuem brises, paredes isolantes e telhado verde para conforto térmico, possuem sistema de tratamento de esgoto, espaço para pequena horta e compostagem e uso de materiais atóxicos nos acabamentos:

 

Tudo o que você precisa para uma casa está neste modelo de casa conteiner da Port-a-Bach:

Conheça também a pequena Eco Shed:

De Ric Frankland, a mini eco casa chamada Dwelle:

 

 

 

Modelo de sustentabilidade na arquitetura: Real Goods Solar Living Center

O trabalho do arquiteto Sim Van Der Ryn é notável na área da sustentabilidade. Segundo seu portifólio, ele segue o princípio do Design for Life, ou seja, “desenho para a vida“, projetos feitos para valorizar a vida, inspirados na natureza, nos seus processos e ciclos e formas.

O projeto Real Goods Solar Living Center é um dos maiores modelos de sustentabilidade aplicada à arquitetura. Está localizado na Califórnia, EUA e foi projetado em 1996. Seus princípios de arquitetura sustentável são:

- projeto bioclimático;

- paisagismo sustentável com criação de espécies orgânicas;

- autonomia de energia;

- uso de água de chuva;

- materiais de baixo impacto, como a terra estabilizada (paredes em taipa).

A forma do complexo construído partiu do formato da espiral áurea, que é uma espiral logarítmica com um valor específico para o fator de crescimento. Este padrão é muito encontrado na natureza e para muitos estudiosos, é uma proporção pela qual identificamos a harmonia das formas. Os edifícios ao redor são escalonados e permitem que a luz e o calor do sol entre em cada ambiente de acordo com a necessidade de cada estação do ano.

Arquitetura sustentável

arquitetura bioclimática

A arquitetura bioclimática dos edifícios faz uso de luz natural com proteção através de brises:

Brises na arquitetura

No centro deste complexo está um espelho de água em espiral que serve para melhorar a umidade do ar e criar um elemento natural harmonico no centro.

Espelho dágua

Lago ornamental em espiral

O uso e efeito da luz natural nos ambientes tem grande importância nos espaços e são tratados de forma especial pelo benefício que trazem para os usuários. Um exemplo disso é a iluminação natural da loja, que vende produtos naturais feitos no local, as aberturas superiores é suficiente para iluminar o ambiente  e no meio da loja prismas criam um arco iris no chão pela incidência da luz solar.

Efeito de luz natural

As unidades habitacionais são criadas dentro do mesmo princípio, com formas orgânicas e paredes feitas em taipa. cada unidade tem sua produção própria de alimento:

O complexo é auto suficiente em energia, há fontes de energia alternativas em todos os espaços:

Fontes de energia alternativas

Reforma sustentável: como este edifício industrial antigo virou residencial

Localzado em San Diego, California, este edifício foi construído em 1921 e tem 5800 metros quadrados. Em 1996, o arquiteto Kevin de Freitas projetou uma reforma sustentável, adaptando a estrutura existente para a construção de 3 lofts.

O edifício antes:

O edifício depois:

Para esta reforma sustentável alguns princípios foram utilizados:

  • Aproveitamento máximo da estrutura existente;
  • Reaproveitamento de esquadrias da própria obra ou de outras demolições;
  • Planta baixa livre para minimizar novas construções e facilitar mudanças de layout;
  • Uso de materiais de baixo impacto;
  • Telhado eficiente, durável e com aproveitamento de água de chuva.
Veja algumas imagens internas dos lofts:

Eco mimetismo – construções inseridas no espaço natural

Um dos conceitos da arquitetura orgânica é o eco mimetismo, que significa estar integrado e partilhando o mesmo padrão, mesmas cores e texturas, de forma que a arquitetura possa ser confundida com o ambiente natural.

Muitas construções ecológicas partem desse pressuposto e o resultado é uma bela integração onde o limite entre arquitetura e ambiente natural ficam quase imperceptíveis:

O arquiteto Mick Muenning utiliza este princípio:

A famosa Casa Buraco, nos alpes suíços:

No Brasil, a arquitetura do sítio Curucaca também ousou num telhado verde que se mistura na paisagem:

Curucaca telhado jardim

Eco atitude do dia – dia 39

A lâmpada queimou? Ótimo, aproveite e troque por outra de menor consumo! Hoje, na casa Modelo, foi trocada a última lâmpada incandescente, por uma de SuperLeds.

Lâmpadas incandescentes liberam a maior parte de sua energia sob a forma de fótons de luz infravermelha carregados de calor. Apenas cerca de 10% da luz produzida alcança o espectro visível, o que dá baixa eficiência energética para a lâmpada. As halógenas, mais modernas e com maior diversidade de iluminação, também são incandescentes e também não são muito eficientes energeticamente. Alguns exemplos de halógenas são (Fonte: Dcoração):

As novas gerações de lâmpadas eletrônicas e leds vêm se aprimorando e hoje podemos dizer que não há nenhum tipo de iluminação incandescente que não podemos substituir por outra de menor consumo. As lâmapadas incandescentes comuns podem ser substituídas por fluorescentes compactas, as dicroicas por dicroicas led, as PAR 20 por PAR 3 superLED:
Veja a comparação:

Um pouco mais sobre LEDs:
Não podem ser chamados de lâmpadas, pois geram luz por um princípio muito diferente, são diodos emissores de luz e funcionam através de um pequeno chip.
O que o LED tem de bom:

  • Baixíssimo consumo, já que os sistemas de iluminação consomem de 1 a 5 Watts;
  • Alta durabilidade, podem durar até 50 vezes mais que uma lâmpada comum, tornando o seu custo válido (geralmente são o dobro do preço das lâmpadas halógenas, por exemplo).

O que o LED tem de ruim:

  • Baixo fluxo luminoso, funcionando melhor quando está próximo da superfície a ser iluminada, não é indicado para pés direito altos;
  • Baixo índice de reprodução de cor: apesar de já haver no mercado LEDs com boa iluminação, seu indice ainda é menor que as halógenas.

Há outras opções para os casos de teto alto e necessidade de boa reprodução de cor?
Sim, para isso ainda há lâmpadas HCI que funcionam com vapor de sódio e são consideradas as mais eficientes do mercado, apesar de serem mais caras também. Saiba mais no site da Osram.

E não esqueça de descartar corretamente sua lâmpada velha! Você pode fazer isso levando até a loja que você comprou!