Eco atitude do dia – dia 45

Sua cozinha é tóxica? Pode ser que sim, muitos produtos que usamos na cozinha podem contaminar os alimentos, em especial os plásticos.

O PVC e o policarbonato utilizado na cozinha na forma de utensílios e filmes plásticos podem estar contaminando o alimento com substâncias muito perigosas como Dioxina, Ftalatos e Bisfenol-A (BPA). Numa pesquisa feita nos EUA, o ftalato e a dioxina foram encontrado na corpo humano de quase 100% das pessoas analisadas, entre ela, crianças de 0 a 10 anos.

A Dioxina vem sendo seriamente pesquisada, pois é perigosíssima e considerada causadora de câncer e graves problemas nos sistemas endócrino e reprodutor, podendo ser passado de mãe para filhos. Para se ter uma idéia da magnitude dessa ameaça, foi considerado um grande desastre, quando uma explosão expeliu 1-4 quilos de dioxina no ar em Seveso, na Itália, em 1976. Estudos estão mostrando agora uma ampla gama de cânceres nos moradores da região. De acordo com o químico Pat Costner, ”Os 12 quilos de dioxina produzida anualmente pela indústria de celulose e papel é suficiente para uma dose de vida para 500 milhões de pessoas.” (fonte)

Já o Bisfenol-A é outro químico perigoso, apontado como um dos grandes causadores de infertilidade hoje. O BPA também promove distúrbios de câncer e problemas hormonais. É encontrado em muitas embalagens plásticas de alimentos, mas principalmente no policarbonato de utensílios como: mamadeiras, liquidificador, copos, vasilhames…

O que fazer para ficar livre dos tóxicos na cozinha? A eco atitude de hoje é um conjunto de dicas:

- Não use filme plástico de PVC, prefira embalar alimentos em papel manteiga ou guardar em potes;

- Evite comprar utensílios e equipamentos de policarbonato, prefira, por exemplo, liquidificador com jarra de vidro;

- Ao comprar mamadeiras e outros utensílios para seu bebe procure a etiqueta “BPA Free”, que garante que o material não é tóxico.

Hoje esta opção já está se tornando comum no mercado. Veja reportagem aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eco atitude do dia – dia 44

Diariamente são jogadas nos lixões das cidades pilhas de pilhas! Sim, as  pilhas apresentam em sua composição metais considerados perigosos à saúde humana e ao meio ambiente como mercúrio, chumbo… esses metais podem contaminar o solo e o lençol freático de forma muito danosa.

O que fazer para melhorar esta situação? A eco atitude do dia de hoje é: use pilhas recarregáveis. Neste fim de semana, minha camera fotográfica “comeu” as pilhas em questão de poucas horas e percebi por experiência própria: vale a pena ter um carregador de pilhas! Apesar de seu custo ser elevado (são 5x mais caras) elas podem ser recarregadas mais de 100 vezes!

Daqui a pouco chega no Brasil também as pilhas que recarregam no USB do computador:

Reforma sustentável: como este edifício industrial antigo virou residencial

Localzado em San Diego, California, este edifício foi construído em 1921 e tem 5800 metros quadrados. Em 1996, o arquiteto Kevin de Freitas projetou uma reforma sustentável, adaptando a estrutura existente para a construção de 3 lofts.

O edifício antes:

O edifício depois:

Para esta reforma sustentável alguns princípios foram utilizados:

  • Aproveitamento máximo da estrutura existente;
  • Reaproveitamento de esquadrias da própria obra ou de outras demolições;
  • Planta baixa livre para minimizar novas construções e facilitar mudanças de layout;
  • Uso de materiais de baixo impacto;
  • Telhado eficiente, durável e com aproveitamento de água de chuva.
Veja algumas imagens internas dos lofts:

Eco mimetismo – construções inseridas no espaço natural

Um dos conceitos da arquitetura orgânica é o eco mimetismo, que significa estar integrado e partilhando o mesmo padrão, mesmas cores e texturas, de forma que a arquitetura possa ser confundida com o ambiente natural.

Muitas construções ecológicas partem desse pressuposto e o resultado é uma bela integração onde o limite entre arquitetura e ambiente natural ficam quase imperceptíveis:

O arquiteto Mick Muenning utiliza este princípio:

A famosa Casa Buraco, nos alpes suíços:

No Brasil, a arquitetura do sítio Curucaca também ousou num telhado verde que se mistura na paisagem:

Curucaca telhado jardim

Eco atitude do dia – dia 43

Um artigo bem interessante do Planeta Sustentável mostrou uma informação importante para quem quer ser mais sustentável na alimentação:

Todos os anos, 78 milhões de toneladas de peixes e frutos do mar são capturados nos mares do mundo – quantidade insustentável que ameaça a vida marinha. Para ajudar a evitar o colapso, varie o cardápio.

Sabia que há muitos peixes com risco de extinção ou cuja pesca pode gerar impactos ambientais negativos para a vida marinha?

Sim, então vamos conhecer melhor as espécies e moderar em algumas delas como a Lagosta e o Cação, dando preferência a peixes abundantes como: pexes criados em cativeiro (Salmão, Garoupa) e o Dourado e a Cavala.

 

Conheça o iconográfico que explica melhor as espécies. 

 

Eco atitude do dia – dia 42

Você é daquelas pessoas que troca de celular/notebook/tv mais de uma vez ao ano? Daquelas pessoas viciadas em tecnologia? Saiba que assim está contribuindo para um mundo mais poluído. Frear o consumo de eletrônicos é uma grande eco atitude. No blog do Sakamoto, encontrei um artigo sobre isso (indico a leitura), copio uma frase que achei interessante:

Neste momento em que todos louvamos o admirável mundo novo trazido pela tecnologia, com suas distâncias encurtadas e a possibilidade de distribuir conhecimento, faz-se necessário manter os olhos bem abertos sobre os seus efeitos colaterais, agravados pelo consumismo inconsequente. Até porque, a estrada para a perdição é asfaltada com monitores de computador usados (e rejuntada com saquinhos plásticos, é claro).

Então aguenta aí mais um pouco com o celular que ainda funciona, pense antes de juntar em casa uma pilha de aparelhos, bateriais, carregadores, etc. e faça uma eco atitude: freie seu consumo, e jogue lixo eletrônico no lugar certo.

Como você pode diminuir o uso do cimento da sua obra?

A indústria do cimento, principalmente no Brasil, tem elevado poder poluidor, além de consumir materiais e energia de fontes não renováveis. A produção global de cimento portland é responsável por algo em torno de 6% de todas as emissões antropogênicas de CO2 (John, Oliveira e Agopyan, 2005). Durante as queimas ocorridas nos fornos de clínquer, um volume grande de material particulado é emitido na atmosfera e muita energia é gasta. A indústria do cimento, pela sua magnitude, consome 5% do consumo total de energia do setor industrial.

Porém não podemos ficar sem o cimento, esta grande invenção de mais de 5 mil anos e que propiciou a construção de obras fantásticas. O que podemos fazer é usar recursos para não ficarmos tão dependentes desta matéria-prima e usá-la de forma mais sustentável:

  1. Contrate um engenheiro calculista, uma estrutura bem calculada fará com que não haja excesso de concreto armado na obra o que é comum quando a obra é feita por leigos que preferem “errar pelo excesso”;
  2. Alivie cargas na obra utilizando materiais leves, assim as estruturas ficarão mais delgadas fazendo menor uso do cimento;
  3. O uso de tijolo cerâmico maciço ou blocos de solo estabilizado (solo-cal, adobe…) aparentes diminui muito o uso do cimento porque dispensa pilares e vigas de concreto e dispensa o reboco;
  4. Contrate mão-de-obra qualificada, o que evitará desperdício de cimento, principalmente em rebocos muito espessos;
  5. Substitua o cimento pela cal, que bem menos poluente. A substituição pode ser completa na massa de assentamento: use a proporção de uma parte de cal para 4 de areia.
Há alguns produtos no mercado bastante eficientes no uso do cimento, como é o exemplo do Reboco fino:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=TJFUqnQO1a4]

No Brasil, como a produção do cimento é bastante diversificada e dispersa, dependendo dos recursos locais, cada região brasileira conta com a disponibilidade de algum tipo diferente de cimento. No nordeste brasileiro, optar pelo cimento CPIII, por exemplo, além de ser alternativa mais sustentável, é mais econômica e mais viável, por ser o tipo de cimento mais comum na região. No sul do Brasil, o uso mais comum é do CP IV, ou cimento pozolânico, que possui em sua mistura cinza volante resultante da queima de carvão mineral[1].

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[1] O estado de Santa Catarina é grande produtor de carvão mineral, já possui uma grande reserva.

Eco atitude do dia – dia 41

Quer diminuir seu lixo? Compre menos comida pronta! Fizemos o teste esta semana e reduzimos 50 litros de lixo comparando com outra semana que comemos mais enlatados e comida pronta (molho de tomate, congelados, pães e bolos prontos, sucos de caixinha, etc.). É incrível, mas foi uma redução de 25 litros por pessoa numa semana! Além disso acabamos reduzindo os custos com alimentação em 50%, porém, claro, passamos mais tempo na cozinha!

Até o pão nosso de cada dia foi feito em casa e ficou muito mais saboroso, veja esta receita infalível da Nádia Cozzi:

Basta conhecer o ponto da massa: soltando das mãos, mas ainda molinha. Vamos lá?
Ingredientes:
1 copo  tipo requeijão de leite
1 copo tipo requeijão de água
3 ovos caipiras
3 tabletes de fermento p/pão (45g)
1 xícara não muito cheia de óleo de Girassol
1 colher de chá de sal marinho
2 colheres rasas de açúcar cristal orgânico (podem ser substituídas por mel ou rapadura ralada)
Bata no liquidificador todos os ingredientes menos a farinha. Despeje numa tigela e junte aos poucos 1kg de farinha orgânica. Deixe a massa descansar por 02 horas.
É suficiente para 3 formas untadas com manteiga e farinha de trigo. Colocar só 1/3 da forma, pois cresce muito. Asse por mais ou menos 20 minutos.

Uma reportagem do site Obvious mostrou a diferença entre culturas na alimentação e pediu para que várias famílias mostrasse o que consumiu numa semana, ficou comprovado que quanto mais desenvolvido é o país, mas as pessoas consomem produtos prontos, o que aumenta progressivamente a quantidade de lixo gerada. Veja a reportagem aqui.

 

 

Uma família dos Estados Unidos – gastou 250 dolares.

Uma família na Índia – gastou 40 dólares.

O que tenho percebido muito é que muitas mães, nas suas correrias, acabam comprando papinhas prontas, molhos prontos, etc. A dica é: faça com antecedência e congele (isto serve para molho de tomate!).  Veja no site Bioculinária algumas receitas.

Eco atitude do dia – dia 40

Hoje, fiquei sem carro e, no meio de um grande engarrafamento em Floripa, fiquei pensando que precisamos mesmo mudar nossos métodos de transporte, por que não temos um transporte público decente? Pelo menos não aqui em Floripa…
Bom, se você mora numa cidade com facilidade para o transporte público, aí vai a eco atitude do dia: vá de ônibus ou de carona! Programe seu dia e procure limitar o transporte e combinar com as pessoas do seu trabalho ou estudo para irem juntas no mesmo veículo.

O transporte de pessoas e de mercadorias é um dos maiores impactos ambientais da nossa sociedade sabia?
Sim, os impactos são grandes e envolvem os seguintes fatores:

  • A fabricação de veículos é poluente, são consumidos muitos produtos químicos e derivados de petróleo, além do alto custo energético. Sabe aquele cheirinho de carro novo? São os compostos orgânicos voláteis, poluentes de alto grau de toxicidade.
  • Os impactos também atingem o ambiente natural onde são construídas estradas e outras vias que literalmente cortam ecossistemas e necessitam de constante manutenção. Sua construção e manutenção geram grandes movimentações de terra, impermeabilizam o solo, prejudicam a circulação da fauna nas áreas rurais, etc.
  • Todos os meios de transporte atuais são poluentes, é por isso que, ao selecionarmos um produto para a construção sustentável indicamos sempre os mais próximos da obra (isto, inclusive é pré-requisito de certificações verdes). os meios de transporte ainda possuem um alto consumo energético e a consequente geração de gases poluentes, incluindo gás carbônico, enxofre, metais pesados, etc.

Quer saber quanto seu transporte emite? Acesse o site da INICIATIVA VERDE

Algumas ideias muito boas para o transporte público mais eficiente vêm sendo aplicadas em muitos locais do mundo, inclusive esta aqui:

ponto de onibus verde

Eco atitude do dia – dia 39

A lâmpada queimou? Ótimo, aproveite e troque por outra de menor consumo! Hoje, na casa Modelo, foi trocada a última lâmpada incandescente, por uma de SuperLeds.

Lâmpadas incandescentes liberam a maior parte de sua energia sob a forma de fótons de luz infravermelha carregados de calor. Apenas cerca de 10% da luz produzida alcança o espectro visível, o que dá baixa eficiência energética para a lâmpada. As halógenas, mais modernas e com maior diversidade de iluminação, também são incandescentes e também não são muito eficientes energeticamente. Alguns exemplos de halógenas são (Fonte: Dcoração):

As novas gerações de lâmpadas eletrônicas e leds vêm se aprimorando e hoje podemos dizer que não há nenhum tipo de iluminação incandescente que não podemos substituir por outra de menor consumo. As lâmapadas incandescentes comuns podem ser substituídas por fluorescentes compactas, as dicroicas por dicroicas led, as PAR 20 por PAR 3 superLED:
Veja a comparação:

Um pouco mais sobre LEDs:
Não podem ser chamados de lâmpadas, pois geram luz por um princípio muito diferente, são diodos emissores de luz e funcionam através de um pequeno chip.
O que o LED tem de bom:

  • Baixíssimo consumo, já que os sistemas de iluminação consomem de 1 a 5 Watts;
  • Alta durabilidade, podem durar até 50 vezes mais que uma lâmpada comum, tornando o seu custo válido (geralmente são o dobro do preço das lâmpadas halógenas, por exemplo).

O que o LED tem de ruim:

  • Baixo fluxo luminoso, funcionando melhor quando está próximo da superfície a ser iluminada, não é indicado para pés direito altos;
  • Baixo índice de reprodução de cor: apesar de já haver no mercado LEDs com boa iluminação, seu indice ainda é menor que as halógenas.

Há outras opções para os casos de teto alto e necessidade de boa reprodução de cor?
Sim, para isso ainda há lâmpadas HCI que funcionam com vapor de sódio e são consideradas as mais eficientes do mercado, apesar de serem mais caras também. Saiba mais no site da Osram.

E não esqueça de descartar corretamente sua lâmpada velha! Você pode fazer isso levando até a loja que você comprou!