Mini moradias ecológicas

Por que complicar as coisas, se nossa vida pode ser simplificada?

A empresa Canadense Sustain Design Studio é especializada em fazer mini casas sustentáveis, que podem ser até carregadas para outros lugares ou receber mais cômodos caso a família cresça. São módulos de moradia, alguns feitos com conteiners. Os módulos são sustentáveis pois possuem brises, paredes isolantes e telhado verde para conforto térmico, possuem sistema de tratamento de esgoto, espaço para pequena horta e compostagem e uso de materiais atóxicos nos acabamentos:

 

Tudo o que você precisa para uma casa está neste modelo de casa conteiner da Port-a-Bach:

Conheça também a pequena Eco Shed:

De Ric Frankland, a mini eco casa chamada Dwelle:

 

 

 

Reforma sustentável: como este edifício industrial antigo virou residencial

Localzado em San Diego, California, este edifício foi construído em 1921 e tem 5800 metros quadrados. Em 1996, o arquiteto Kevin de Freitas projetou uma reforma sustentável, adaptando a estrutura existente para a construção de 3 lofts.

O edifício antes:

O edifício depois:

Para esta reforma sustentável alguns princípios foram utilizados:

  • Aproveitamento máximo da estrutura existente;
  • Reaproveitamento de esquadrias da própria obra ou de outras demolições;
  • Planta baixa livre para minimizar novas construções e facilitar mudanças de layout;
  • Uso de materiais de baixo impacto;
  • Telhado eficiente, durável e com aproveitamento de água de chuva.
Veja algumas imagens internas dos lofts:

Eco mimetismo – construções inseridas no espaço natural

Um dos conceitos da arquitetura orgânica é o eco mimetismo, que significa estar integrado e partilhando o mesmo padrão, mesmas cores e texturas, de forma que a arquitetura possa ser confundida com o ambiente natural.

Muitas construções ecológicas partem desse pressuposto e o resultado é uma bela integração onde o limite entre arquitetura e ambiente natural ficam quase imperceptíveis:

O arquiteto Mick Muenning utiliza este princípio:

A famosa Casa Buraco, nos alpes suíços:

No Brasil, a arquitetura do sítio Curucaca também ousou num telhado verde que se mistura na paisagem:

Curucaca telhado jardim

Casas com material reciclado

Já tem gente construindo casas inteiras com “lixo”, isto mesmo, procurando na internet, encontrei alguns modelos de casas feitas com aproveitamento de garrafas PET, pneus, etc. O conceito chama-se EarthShip, e já há dezenas delas construídas nos EUA e na América Latina.

Veja alguns exemplos:

Esta casa em Honduras foi construída com 8000 garrafas PET, veja site Green Diary.

Esta casa popular foi construída no México:

Crianças fazendo uma parede de garrafas PET na Argentina:

Veja as obras de algumas EarthShips:

E o resultado final:

Casa eco

Alguns detalhes com uso de garrafas de vidro:

Estilos de Eco Casas

Não esquecendo que este blogue também trata de arquitetura sustentável, aí vão algumas eco casas que achei no site da INHABITAT. Saiba que para ter uma arquitetura mais sustentável, não é preciso aderir ao estilo rústico, como muitos pensam, nem abrir mão da tecnologia. Seja qual for seu estilo, sua casa pode e deve ser mais sustentável, veja:

Seu estilo é minimalista? Veja esta eco casa de Amsterdam:

ou esta, de David Easton:

Seu estilo é mais orgânico? Esta casa fica na Suécia:

Seu estilo é contemporâneo, mas aconchegante? Veja esta casa de Bambu:


Seu estilo é mais tradicional? Esta bela casa é feita de terra crua, pelo arquiteto David Easton:

Prefere uma casa ecológica integrada com a natureza? um belo telhado verde faz esta função:

Cores na arquitetura sustentável

Muitas pessoas não sabem que a escolha das cores podem influenciar muito na sustentabilidade da casa.

No exterior do edifício a cor da fachada pode influenciar no seu grau de conforto térmico. Em países quentes como o Brasil, as cores claras, principalmente o branco são muito indicadas pois refletem os raios solares minimizando ganhos de calor para o interior, além de amenizar o microclima urbano. Para cálculo de desempenho térmico de paredes e coberturas, sempre é considerada a cor da superfície, as cores claras possuem menor absortividade às radiações:

A cor branca nas fachada está em alta hoje e refletem modernidade para as fachadas, como nestes projetos desenvolvidos pela Ecodhome:

fachada casa oeste

No interior as cores podem trazer várias sensações, trazendo conforto visual, sensitivo e lumínico. Segue as indicações de cada cor segundo diversas teorias de arquitetura ambiental:

Tons de azul: são calmantes, frescos (indicados para locais quentes) bom para quartos e locais em que se espera tranquilidade e repouso. Nos tons mais fortes, estimula a comunicação. Para pessoas depressivas indica-se tons mais aproximados do azul hortência.

Tons de verde: conhecido no Feng Shui como a cor da cura. É tom neutro indicado para todos os ambientes da casa, dá a sensação de maior contato com a natureza por isso geralmente é benéfico. Verde com outras cores naturais, tais como beje, palha e marrom, dão sensação de aconchego.

Tons de vermelho: é estimulante e indicado para lugares para atração de público, é estimulante e não deve ser utilizado em excesso nem em ambientes pequenos, pois o vermelho aproxima a parede dos olhos.

Tons de amarelo: muito na moda hoje, é cor estimulante indicada para escritórios e locais de refeições. Nos escritórios estimulam a criatividade e atividades em geral. Tons de amarelo abertos sã muito estimulantes e devem ser usados nos detalhes, cores de amarelo quente dão aconchego em ambientes frios, tons de amarelo “baunilha” fazem os espaços parecerem maiores. Os alaranjados estimulam o apetite e trazem alegria e disposição.

Branco: cor que melhora a iluminação em ambientes escuros, mas não é indicado para ambientes claros e frios. Muito indicado para ambientes confinados e pequenos, em paredes e tetos. Já existe no mercado uma tinta da Coral que reflete mais a luz no interior dos espaços. Decora Luz & Espaço, é uma tinta que ajuda a iluminar o seu ambiente, trazendo sensação de maior espaço, por contar com a tecnologia internacional LUMITEC, que apresenta partículas que refletem o dobro de luminosidade, se comparada a uma tinta convencional.

Cinza: também muito utilizado, para diminuir a frieza da cor, prefira os levemente bege, em tons de concreto.

Todas as cores escuras aproximam a parede do olhar, portanto diminuem os ambientes. Já as cores claras podem ser utilizadas em todas as paredes.

Sobre as tintas, lembre de escolher as menos emissivas e garanta mais saúde na sua casa!

Construção com terra crua

A construção com Terra é uma das técnicas mais antigas utilizadas na construção civil. Seu resgate vem se intensificando na última década na medida em que a demanda por construções mais sustentáveis se estabelece. O alto custo energético dos materiais utilizados hoje (como o tijolo de barro cozido) faz o homem voltar seus olhos para a terra: inesgotável e acessível a todos.
Segundo o ABCTerra, a desvalorização da terra como material construtivo remonta há pouco mais de três séculos, quando a terra crua foi substituída pelo tijolo cozido, posteriormente industrializado e promovido pela sociedade industrial rica em energia (pois sua produção exige a queima de madeira, energia fóssil ou eletricidade). A partir de então, a casa de terra crua passou a significar habitação característica dos menos favorecidos e, portanto, repudiada. Mas este quadro se alterou a partir de 1973, com a crise de energia, aliada às preocupações ecológicas e à mudança de mentalidade dos escalões superiores das sociedades desenvolvidas.

EASTON (2006) acredita que hoje, metade da população mundial ainda vive ou trabalha em construções feitas com terra. Segundo dados do HABITERRA, 200 milhões de pessoas constroem com terra crua ainda hoje no mundo. Para a ABCTerra (Associação Brasileira dos Construtores com Terra), a construção com terra rompe a impessoalidade que caracteriza as construções padronizadas das grandes metrópoles.

Para CASANOVA (2003) as vantagens da construção com terra ainda vão desde a economia até a ecologia. Ele acredita que uma casa de alvenaria de 40 metros quadrados pode ficar 40% mais barata se for construída com terra. Para a mesma casa dispensando-se o tijolo cozido, menos 12 árvores de médio porte ou 170 litros de óleo deixam de ser queimados, gerando menos poluição e CO2 na atmosfera.

A construção com terra passou por inúmeros processos através dos tempos adequando-se às necessidades de cada cultura e local. Muitos estudos ultimamente vêm procurando formas de melhorar o comportamento físico-mecânico deste tipo de material para garantir-lhe longevidade e conseqüentemente viabilidade técnica.

As técnicas que utilizam a terra crua são diversas, podem ser tradicionais e artesanais como:
o Adobe: como os utilizados nessas imagens da casa Cantar do grilo feita pelo escritório português Betão e Taipa:

Pau a Pique, como neste projeto atual:

Paredes Monolíticas (TAIPA), como nesta casa americana:

O Cob., que é um sistema mais artesanal, feito com as mãos, alisando a parede, utilizando uma mistura com esterco:

O Cob Wood, que é bem interessante, por utilizar blocos de troncos de madeira:

Hoje há muitas técnicas atualizadas de construção com terra crua:
PISÉ para paredes monolíticas com uso de mangueira de alta pressão. O Pise é utilizado nas obras do arquiteto David Easton:

BLOCOS INDUSTRIALIZADOS DE SOLO CIMENTO: fabrica blocos de tijolo de solo cimento e vende prensas manuais e hidráulicas. A casa Modelo foi feita em blocos de solo-cimento, veja a parede de tijolos aparentes na escada:

Arquitetura sustentável na França

Fazendo uma pesquisa na internet, encontro este escritório na França que possui muitos projetos de arquitetura sustentável.
É o Olgga Architectes, e sua arquitetura é contemporânea e não tem nada de monótona, cada projeto tem sua peculiaridade. Podemos ver projetos de ecocondomínios com telhados verdes:

Este projeto de casa compacta utilizando containers e madeira certificada é muito interessante:

Outro projeto de casa interessante pelo uso de brises de madeira retráteis e pela estrutura aérea que não interfere no perfil natural do terreno:

O uso de brises na arquitetura contemporânea francesa é bastante comum, com este exemplo projetado pelo escritório:

Exposição Morada Ecológica no MAM

O Museu de Arte Moderna de São Paulo inaugura no dia 19 de abril, a partir das 20h, com patrocínio da Duratex e da Elekeiroz, a exposição Morada ecológica, itinerância da Cité de l’Architecture & du Patrimoine, de Paris, com a curadoria de Dominique Gauzin-Muller. Na abertura, a curadora participará de uma mesa-redonda com o arquiteto Marcelo Aflalo na qual debatem os temas levantados pela exposição e pelo livro Arquitetura Ecológica (Editora Senac São Paulo), de autoria de Gauzin-Muller, que será lançado no evento, às 18h, no Auditório Lina Bo Bardi, do MAM-SP.

Morada ecológica aborda as principais inovações da arquitetura contemporânea ao redor do mundo e a forma como a sustentabilidade vem influenciando a maneira de pensar as construções e desenvolvimento urbano na atualidade. A exposição traz mais de 50 projetos pioneiros de arquitetos de várias partes do globo para refletir sobre como a necessidade de preservação das já escassas reservas naturais vem alterando a maneira de pensar a arquitetura e o desenvolvimento urbano no século 21.

Nomes internacionalmente conhecidos e precursores do movimento ecológico na habitação:
Wolfgang Ritsch (Áustria)
Precursores
Frank Loyd Wright (EUA)
Alvar Aalto (Finlândia)
Sverre Fehn (Noruega)
Pierre Lajus (França)
José Zanine (Brasil)
Glenn Murcutt (Austrália)
Paolo Soleri (EUA)
Hassan Fathy (Egito)
Balkrishna Doshi (Índia)

Outros nomes da prática atual:

Rural Studio

Elemental

Anna Heringer


Olavi Koponen

Martin Rauch